Associação das Emissoras de Rádio e TV do Estado do Rio de Janeiro
Ministério das Comunicações realiza seminário do Rádio Digital
Publicada em 05/09/2011

       Depois de vinte meses de incertezas quanto ao rádio digital o MINICOM faz a sua tão esperada movimentação. Confesso que já estava incomodado com a inércia do poder concedente, afinal participamos de diversos congressos, com horas e horas de discussões e o ente federal calado.
       O setor privado já fez a sua parte, foi testado com exaustão o sistema americano da Ibiquity, que ressalvas particular à parte, é ainda o único com começo, meio e fim: Tecnologia, equipamento broadcasting e receptores à venda. Entretanto as comemorações pararam na frequência de Ondas Médias, o sistema não funciona. O que não é exclusividade dos americanos, nenhum sistema funciona com qualidade aceitável no país em AM.

       Voltando ao seminário, foi muito proveitoso e bem articulado pelo secretário do Minicom Genildo Lins. Democraticamente debateram representantes das tecnologias mais viáveis (DRM e IBOC), das emissoras comerciais, educativas, públicas e comunitárias. Sempre tenho uma postura crítica a falta de objetivos dos eventos estatais e as peripécias dos “rolando leros”, mas fui positivamente surpreendido. Quem não foi perdeu, o Rádio Digital avançou mais nas dez horas do seminário do que nos últimos três anos.
       Fui escalado pela ABERT para representar os radiodifusores no painel “IMPACTO DA NOVA TECNOLOGIA PARA OS RADIODIFUSORES ATUAIS”, momento ideal para apresentar o projeto já debatido e amadurecido da migração das AMs para os canais 5 e 6 do VHF. Acabei por não precisar me aprofundar muito na questão, já que todos os palestrantes inclusive os do MINICOM defenderam em suas explanações a migração do AM. Um dia muito feliz para as 1.700 rádios AMs do país.

       Voltei de Brasília convencido que mais um passo foi dado rumo a digitalização do rádio e a solução para as ondas médias. Se recordarmos que há quatro anos esta idéia era apenas um sonho trocado por alguns engenheiros e um radiodifusor, o avanço é concreto e o sonho um objetivo dos radiodifusores, das entidades representativas, dos fabricantes de equipamentos e do Ministério das Comunicações.

       O caminho ainda é longo, até ouvirmos a primeira emissora ocupar os canais cinco e seis, mas de forma concreta já passamos bastante da metade. A união dos radiodifusores e radialistas é o que está fazendo a diferença.

Saudações

Hilton Alexandre

Presidente - AERJ

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